Natural de Arapiraca, Alagoas, Daniel Ferreira passava suas férias no município de Coruripe, localizado a 85 km da capital do Estado, Maceió. Junto com amigos da igreja que frequente em Arapiraca, decidiu nadar na praia do Miai, onde pretendiam estar em maior ligação com Deus através da natureza. Chegaram ao local na sexta-feira (28) e no domingo, 30 de dezembro, sua vida mudou para sempre, após ser arrastado, pela correnteza, enquanto nadava próximo a foz do rio, para o mar aberto.
O que você acha que aconteceu para ter sido levado pela correnteza?
De inicio tudo não passou de minutos. O Daninho, meu amigo que nos levou para a Foz, deixou bem claro que, por conta de ser 11h da manhã, teríamos apenas 30 minutos para se divertir no rio. Eu estava com a boia, com o objetivo de ensinar aos meninos noções iniciais de nado livre, e ao tirar uma foto dentro da água, eu dei um mergulho e a correnteza assustadora me leva alguns metros. Comecei a boiar e sinto ela cada vez mais forte e ao tentar pedir ajuda, várias coisas aconteceram.
Quais foram esses acontecimentos?
A corda da boia enrolou nas minhas pernas me puxando para baixo e como a foz é o verdadeiro ralo do Nordeste, sua força é indiscutível.
Você conseguia ver seus amigos quando ia sendo levado?
Sim, tentei levantar os braços, mas eu sentia que eles nada poderiam fazer a meu socorro. Gritei, mas nada aconteceu. Paralelamente, meu amigo, Josenir, estava iniciando também um processo de afogamento. O pessoal foi socorrê-lo e, ao salvá-lo, sentiram que eu não estava mais a vista.
Seus amigos conseguiram ajudar o Josenir?
Sim. Junior corria por cima da terra a fim de orientá-lo a nadar para a costa. Assim, ele mesmo, sem saber nadar foi retirado das águas.
Quando você se deu conta que estava em mar aberto, o que passou na sua cabeça?
Após 1 hora, mais ou menos, o desespero, o medo... não queria morrer... mas pensei: se eu vou morrer, vou morrer crendo em Deus e na Sua justiça.
Em algum momento você pensou que haveria a chance de sobreviver?
Não tinha chance de viver, impossível! Eu estava morto de cansado, tinha feito meu dejejum 8h da manhã e já era 12h; meu relógio intuitivo era o sol.
Você afirmou que, em certo momento, ouviu vozes, conseguia entender o que estas vozes falavam?
Não entendia. Creio que as orações feitas a Deus não importava o seu conteúdo a mim, mas, mesmo assim, Ele quis que eu ouvisse o quanto as pessoas clamavam.
Como foi que a história e vida de Sansão lhe surgiram?
Já estava nadando há cinco horas e minhas forças não existiam mais. Tive várias alucinações me afogando e tudo não passou de alucinação. Eu pensei nos personagens da Bíblia e de como Deus os tinha livrado. Comecei a pedir a Deus que Ele abrisse o mar e nada ocorria; pedi que uma baleia me engolisse e nada; ai pensei, já quase sem forças: Senhor! Peço-Te, pela última vez, assim como deste Teu Espírito para Sansão e sua força se tornava incrivelmente forte. Eu não merecia o Espírito de Deus e pedi apenas 1% da força do anjo e assim foi feito!
Quando chegou a terra firme, ajoelhou-se e orou, poderia relatar um pouco do conteúdo dessa oração?
Agradeci o livramento e prometi falar ao mundo sobre Seu enorme amor pela humanidade.
Qual o seu pensamento quando viu o pescador lhe oferecendo tudo o que precisava naquele momento?
Ele me lembrou de Jesus e eu O senti nele.
Se pudesse reencontrar com o pescador que lhe ajudou, o que diria para ele?
Obrigado por se deixar ser usado por Deus.
Qual o significado de Isaías 41:10 em sua vida hoje?
Eu estava 100% dependente de Deus , não tinha chão e nem paredes; Sua proteção foi vista e sentida.
Como foi o reencontro com os amigos e familiares?
Uma alegria infinita e palpável ao mesmo tempo. Lágrimas de alegria! Esperança renovada.
Que recado você deixa para todos os que estão assistindo, lendo e ouvindo seu testemunho?
O grande EU SOU, mandou dizer que os ama muito e essa experiência foi para mostrar que ainda nos dias de hoje Deus cuida de Seus filhos. Não desista, porque Jesus nunca desistiu de você, um abraço e que Deus abençoe a todos.

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