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Capítulo Treze - A Ceia

Pedro estava muito feliz, vivia um grande relacionamento e estava na companhia de um grande amigo. O natal, uma época aguardada por todos, tinha chegado, como de costume, no dia vinte e quatro haveria expediente, mas no dia vinte e cinco não. O natal era uma época mágica, pois unia a todos. Inimigos faziam amizade, rico ajudava pobre e, pelo menos durante um dia, o mundo parecia melhorar. Para compartilhar essa felicidade, planejou uma ceia entre família, sua família era seus amigos mais chegados. Convidou Marta e sua família, Nathan, que já estava com ele, e Sônia, que não poderia deixar de participar. Todos aceitaram, apesar do convite ter sido feito no próprio dia da ceia. Naquele dia não fez muito trabalho, ligou para diversos profissionais para contratar um para preparar a refeição, já que não teria tempo para fazer uma. Havia muito Buffet renomado, mas todos estavam ocupados, achar um que pudesse ajudá-lo foi complicado. Todos na empresa faziam seus trabalhos com certo atras...

Capítulo Doze - O Amigo

Pedro não conseguia esquecer aquele momento. A lembrança daquele beijo permaneceu em sua mente durante todo o domingo e até na segunda-feira ao ir trabalhar. Chegou à empresa cantarolando, Marta, imaginando o motivo, correu até sua sala para saber o que havia acontecido. Passara todo o fim de semana curiosa, Pedro, até então, não tinha conversando com ela. - Beijei-a. Marta ficou animadíssima, sua satisfação era ver seu amigo feliz. Após muita insistência, Pedro contou tudo que ocorrera. Sentia-se maravilhado, aquele beijo transmitiu uma série de sentimentos e desejos e despertara uma paixão entre os dois. Sônia, até aquele momento, ainda não tinha aparecido em sua sala, estava ansioso para vê-la. Queria ver sua reação após o beijo, não tinha se encontrado mais, então a curiosidade era tremenda. - Fico muito feliz por você meu amigo, espero que esse relacionamento continue por muito mais tempo e quem sabe não sai um casamento. – disse antes de sair. - Casamento?! Não penso n...

Capítulo Onze - O Encontro

Pedro, passado por todas aquelas dificuldades, decidiu, finalmente, convidar Sônia para um encontro. Há muito tempo desejava isso, mas usava todas as desculpas para deixar para o dia seguinte. Aproximando o natal, seria o momento certo. A cidade estava enfeitada e havia muitos lugares para onde ir. Agora só faltava arrumar uma oportunidade e convidá-la. Essa seria a tarefa mais difícil. Sempre que se encontrava com Sônia era no emprego, não queria fazê-la pensar que só tinha interesses carnais. No dia seguinte ao da festa, precisou ficar até tarde, ainda havia muito que fazer e não poderia deixar para o dia seguinte. Todos os funcionários tinham ido embora, deixando Pedro sozinho, não tão só, pois o vigia estava presente. O silêncio tomava conta do local, a tranquilidade o ajudava a pensar e a tomar as decisões certas, até na rua, normalmente movimentada, havia sossego. Vira-se, algumas vezes, para admirar a noite e ver a como aquela rua estava calma. O ambiente estava perfeito, j...

Capítulo Dez - A Festa

Pedro, ao longo dos meses, recuperava-se. Frequentava, regularmente, a fisioterapia, seus ossos estavam se fortalecendo e não precisava mais das muletas para andar. Aos poucos foi deixando-as, passou para uma bengala até que não mais precisou de nada. Com o apoio de Marta sua recuperação tornou-se possível, esteve ao seu lado e deu-lhe forças para prosseguir, tinha muito a agradecer. Antes de o acidente acontecer, vinha planejando uma festa para sua amiga, agora, mais do que nunca, deveria colocar seus planos em ação. No dia anterior, combinou, com todos os funcionários, para não falar nada sobre a festa, pretendia fazer uma surpresa. Cumprimentá-la pelo aniversário estava liberado. A intenção era fazer-la achar que Pedro tinha esquecido. No dia esperado, a empresa contratada para realizar a festa dirigiu-se, em segredo, até o salão. Todos os funcionários, sabendo do horário marcado, na hora do almoço, foram, sem fazer barulho, ao local da festa. Pedro, como de costume, saiu de ...

Capítulo Nove - A Volta

Pedro passou alguns meses na casa de Marta antes de retirar todo aquele gesso. Foram dias úteis para reflexão e para passar com os filhos de sua amiga. Juntos aprenderam muito, até sentia vontade de ter seu próprio filho. Como não podia fazer tarefas domésticas, ajudava com dinheiro para comprar a feira, até mesmo pagando contas atrasadas. Passar aquele dias na casa da amiga foram muito emocionantes. Além de conviver e conhecer Marta, passou momentos de perigo. Durante uma noite, ouviu vários tiros, pessoas gritando. Quando colocou o rosto para fora da janela, viu um grupo de pessoas, e o bandido solto, em um tiroteio. Parentes do bandido gritavam pedindo para parar, mas os disparos só chegaram ao fim quando o mesmo levou o tiro da morte. Em poucos instantes a rua ficou repleta de pessoas para ver o que tinha acontecido. Seus antigos comparsas, e autores dos disparam, correram ao ver que tinha concluído o que vieram fazer. Toda aquela movimentação durou quase a noite toda. Final...

Capítulo Oito - A Alta

Pedro permaneceu mais alguns dias no hospital, apesar dos ossos em recuperação, estava bem, mas os médicos pediram que ele permanece em observação. Marta, durante todos esses dias, esteve sempre ao seu lado, em todas as horas, tinha que brigar para que ela fosse para casa descansar. Queria ficar ao lado do amigo todo o tempo. - Marta, você tem família para criar, seus filhos precisam de você, seu marido também. - Eles estão com o pai e já são bem grandinhos, podem se virar sozinhos. Meu marido me compreende, não estaria aqui sem sua autorização. - Cuidado para ele não ficar com ciúmes e achar que estamos tendo um caso. – brincava. Marta tinha provado ser uma grande amiga, há muito tempo os dois trabalham juntos, aprenderam a conviver e a amar um ao outro. Era normal, entre eles, passarem festas juntos, viajarem juntos como dois irmãos, apesar da diferença de idade entre eles. Um enorme carinho havia entre os dois. Os dias que passou no hospital foram terríveis, apesar do b...

Capítulo Sete - O Hospital

Pedro tentava abrir seus olhos, mas estavam muito pesados. O som ao seu redor parecia diminuir, tentou se mexer, suas tentativas eram inúteis. Seus membros estavam presos e alguns ele não conseguia sentir. A dor tomava conta da situação, estava com medo de que algo grave lhe acontecesse. O que estava acontecendo? O mundo parara, não ouvia nem sentia nada, ficara aliviado, parecia que tudo aquilo era um sonho e a qualquer momento acordaria e estaria pronto para mais uma jornada de trabalho. O carro mexera, balançando um pouco, tentou abrir os olhos e tentar entender o que estava acontecendo ali com ele. Conseguiu ver alguns borrões, pareciam pessoas, era difícil distinguir. Algumas pareciam estar bem próximas, outras mais distantes. Todos estavam ao seu redor, curiosos para saber o que tinha acontecido. - Afastem-se! – uma voz ecoou. Estava acontecendo algo difícil, em meio à circunstância. O sangue corria sobre seu rosto, apesar de não o ver, notara que era. Parecia haver algu...