[...]
Ana entregou o cartão e retirou-se. Pedro ficou muito feliz em reencontrar uma antiga colega. Olhou o cartão, havia o número de um consultório e do celular, ficou olhando aquele cartão por alguns instantes. Chamou o garçom, pagou a conta e saiu. Do lado de fora ficou procurando onde havia um hospital por ali, perguntou a uma pessoa que ia passando, esta mostrou a direção.
Chegando à empresa, imediatamente foi até a sala de Nathan, sem bater foi entrando, seu amigo levou um susto. Mas antes que falasse qualquer coisa, olhou ao seu redor, aquela sala lembrava-lhe Sônia. Algumas coisas ainda permaneciam do mesmo jeito que tinha deixado, ainda era possível sentir seu cheiro.
- O que está acontecendo?
- Hoje tive uma grande surpresa. Reencontrei com uma amiga, na verdade não éramos amigos, mas tanto faz, uma amiga da minha época de escola.
- Isso é bom, mas por que está me contando isso?
Pedro se espantou.
- Na verdade não sei. Ela me deu seu cartão, você acha que devo ligar para ela?
- Pedro, não tenha falsas esperanças de um possível novo relacionamento.
- Relacionamento?! Quem falou em relacionamento?! Provavelmente ela é casada, ela deu o cartão para marcarmos um encontro, para relembrar os velhos tempos de escola.
- Se for só para isso, você deveria marcar esse encontro. Mas tome cuidado, se ela for casada, provavelmente levará o marido para apresentar-lhe.
Nathan riu.
- Pode ser. Vou ligar hoje mesmo, tudo bem se ela levar o marido, eu também posso levar uma pessoa.
- E quem seria?
- Não sei, talvez… Você!
- Não! Chame Marta.
- Marta tem família para cuidar, você é o único que está livre.
- Irei pensar. Você nem sabe se ela tem marido…
Pedro se retirou, Nathan estava rindo. Voltou a sua sala, mas, antes de entrar, contou tudo a Marta, esta ria das brincadeiras feitas por Nathan. Pedro ficou um pouco aborrecido, parecia que seus amigos não estavam lhe apoiando, há poucas horas tinha honrado-os, mas arrependera-se de tudo que tinha dito.
Durante a tarde, enquanto fazia suas ligações e assinava papeis, olhava para aquele pequeno pedaço de papel. Pegava-o, pensava em ligar, mas arrependia-se. Ficava pensando por que deveria ligar, qual o motivo de Ana querer marcar um encontro? Nem amigos eles eram, não tinham muita coisa em comum. Poderia estar casada e se ele ligasse, ela poderia achar que ele estava interessado em ter algum caso com ela.
No fim da tarde, tomou a decisão de ligar, se ela queria marcar um encontro para relembrar, não tinha nada a perder. Seria um encontro casual e não estava atrás de um novo relacionamento, nem sentia nada por ela e Ana também não demonstrou nenhuma afeição. Discado o número, chamou bastante e ela não atendeu, tentou mais algumas vezes e não teve sucesso. Desistiu de ligar, quando estava saindo da sala para ir embora, o telefone tocou, correu e atendeu.
- Alô?
- Quem está falando?
- Pedro.
- Ah! Oi Pedro! Então era você quem ligava.
Era Ana, viu o número em seu celular e retornou.
- Liguei só para saber se o convite para aquele encontro ainda está de pé.
- Claro que está. Amanhã, na hora do almoço, estarei livre, podemos ir ao mesmo restaurante de hoje.
- Por mim tudo bem.
Marcado o encontro, agora era só aguardar. Saiu da empresa, com Nathan, e foi para casa. Apesar de estar feliz, ficou um pouco espantado com aquele encontro. Na escola quando falava com Ana, normalmente tinha haver com algo que algum professor passara como trabalho, atividade. Agora marcou um encontro para relembrar os velhos tempos, não sabia de quais ela falava, já que seus velhos tempos foram passados, praticamente, separados.
No outro dia, na hora do almoço, saiu sem nem avisar a ninguém. Não sentiriam sua falta naquele horário, pois era costume passar aquelas horas fora da empresa. Esperou o momento certo, quando Marta saiu para levar alguns papéis. Sem ninguém notar, passou por várias pessoas, mas sempre em silêncio, não queria que, naquele momento, alguém lhe pedisse algo e atrasasse-o.
Diferente do dia anterior, o restaurante estava mais vazio. Com muitas mesas vagas, preferiu escolher a mesma que sentara ontem, Ana ainda não havia chegado, por isso, achou melhor aguardá-la para fazer o pedido. Passado alguns minutos, Ana apareceu, na rua, correndo, entrou, procurou-o e veio em sua direção.
- Desculpe o atraso. Um paciente tinha acabado de chegar.
- Tudo bem, eu entendo.
Ana se sentou e os dois fizeram o pedido. Parecia cansada da correria, então Pedro pediu um copo com água e entregou-a. Em um só gole bebeu tudo, fazendo Pedro pedir mais dois, realmente estava cansada. Provavelmente passou a noite toda no hospital e só parara agora para um rápido almoço.
- Fiquei muito feliz por você ter ligado. Todos os outros colegas com quem me encontro sempre prometem, mas não ligam.
- Você já encontrou com outros.
- Claro! Maria, Rosa, Luiz… Acho que todo o meu grupinho, que, terminando o colégio, parece que deixamos de ser amigos. Nenhum nunca mais deu notícia, fiquei insistindo para reencontrarmos, mas todos dizem que estão muito ocupados e não poderão ir.
- Naquele tempo não tinha muitos amigos, alguns apenas falavam comigo só para que eu pudesse ajudá-los. Não sinto a falta daqueles tempos.
- Eu sinto. Quando entrei na faculdade, quando comecei a trabalhar, bateu uma saudade enorme. Por isso quando vejo alguém, peço logo para marcarmos um encontro. Aqueles tempos, para mim, foram especiais.
Apesar de o almoço ter chegado, o papo não encerrou. Os dois ficaram aproveitando cada minuto para contar as coisas boas e más daquele tempo, aproveitaram também para contar o que tinham feito nesse período de “separação”. Após tanta conversa, descobriram tantas coisas em comum que, durante o tempo de escola, poderiam ter sido grandes amigos.
Ana entregou o cartão e retirou-se. Pedro ficou muito feliz em reencontrar uma antiga colega. Olhou o cartão, havia o número de um consultório e do celular, ficou olhando aquele cartão por alguns instantes. Chamou o garçom, pagou a conta e saiu. Do lado de fora ficou procurando onde havia um hospital por ali, perguntou a uma pessoa que ia passando, esta mostrou a direção.
Chegando à empresa, imediatamente foi até a sala de Nathan, sem bater foi entrando, seu amigo levou um susto. Mas antes que falasse qualquer coisa, olhou ao seu redor, aquela sala lembrava-lhe Sônia. Algumas coisas ainda permaneciam do mesmo jeito que tinha deixado, ainda era possível sentir seu cheiro.
- O que está acontecendo?
- Hoje tive uma grande surpresa. Reencontrei com uma amiga, na verdade não éramos amigos, mas tanto faz, uma amiga da minha época de escola.
- Isso é bom, mas por que está me contando isso?
Pedro se espantou.
- Na verdade não sei. Ela me deu seu cartão, você acha que devo ligar para ela?
- Pedro, não tenha falsas esperanças de um possível novo relacionamento.
- Relacionamento?! Quem falou em relacionamento?! Provavelmente ela é casada, ela deu o cartão para marcarmos um encontro, para relembrar os velhos tempos de escola.
- Se for só para isso, você deveria marcar esse encontro. Mas tome cuidado, se ela for casada, provavelmente levará o marido para apresentar-lhe.
Nathan riu.
- Pode ser. Vou ligar hoje mesmo, tudo bem se ela levar o marido, eu também posso levar uma pessoa.
- E quem seria?
- Não sei, talvez… Você!
- Não! Chame Marta.
- Marta tem família para cuidar, você é o único que está livre.
- Irei pensar. Você nem sabe se ela tem marido…
Pedro se retirou, Nathan estava rindo. Voltou a sua sala, mas, antes de entrar, contou tudo a Marta, esta ria das brincadeiras feitas por Nathan. Pedro ficou um pouco aborrecido, parecia que seus amigos não estavam lhe apoiando, há poucas horas tinha honrado-os, mas arrependera-se de tudo que tinha dito.
Durante a tarde, enquanto fazia suas ligações e assinava papeis, olhava para aquele pequeno pedaço de papel. Pegava-o, pensava em ligar, mas arrependia-se. Ficava pensando por que deveria ligar, qual o motivo de Ana querer marcar um encontro? Nem amigos eles eram, não tinham muita coisa em comum. Poderia estar casada e se ele ligasse, ela poderia achar que ele estava interessado em ter algum caso com ela.
No fim da tarde, tomou a decisão de ligar, se ela queria marcar um encontro para relembrar, não tinha nada a perder. Seria um encontro casual e não estava atrás de um novo relacionamento, nem sentia nada por ela e Ana também não demonstrou nenhuma afeição. Discado o número, chamou bastante e ela não atendeu, tentou mais algumas vezes e não teve sucesso. Desistiu de ligar, quando estava saindo da sala para ir embora, o telefone tocou, correu e atendeu.
- Alô?
- Quem está falando?
- Pedro.
- Ah! Oi Pedro! Então era você quem ligava.
Era Ana, viu o número em seu celular e retornou.
- Liguei só para saber se o convite para aquele encontro ainda está de pé.
- Claro que está. Amanhã, na hora do almoço, estarei livre, podemos ir ao mesmo restaurante de hoje.
- Por mim tudo bem.
Marcado o encontro, agora era só aguardar. Saiu da empresa, com Nathan, e foi para casa. Apesar de estar feliz, ficou um pouco espantado com aquele encontro. Na escola quando falava com Ana, normalmente tinha haver com algo que algum professor passara como trabalho, atividade. Agora marcou um encontro para relembrar os velhos tempos, não sabia de quais ela falava, já que seus velhos tempos foram passados, praticamente, separados.
No outro dia, na hora do almoço, saiu sem nem avisar a ninguém. Não sentiriam sua falta naquele horário, pois era costume passar aquelas horas fora da empresa. Esperou o momento certo, quando Marta saiu para levar alguns papéis. Sem ninguém notar, passou por várias pessoas, mas sempre em silêncio, não queria que, naquele momento, alguém lhe pedisse algo e atrasasse-o.
Diferente do dia anterior, o restaurante estava mais vazio. Com muitas mesas vagas, preferiu escolher a mesma que sentara ontem, Ana ainda não havia chegado, por isso, achou melhor aguardá-la para fazer o pedido. Passado alguns minutos, Ana apareceu, na rua, correndo, entrou, procurou-o e veio em sua direção.
- Desculpe o atraso. Um paciente tinha acabado de chegar.
- Tudo bem, eu entendo.
Ana se sentou e os dois fizeram o pedido. Parecia cansada da correria, então Pedro pediu um copo com água e entregou-a. Em um só gole bebeu tudo, fazendo Pedro pedir mais dois, realmente estava cansada. Provavelmente passou a noite toda no hospital e só parara agora para um rápido almoço.
- Fiquei muito feliz por você ter ligado. Todos os outros colegas com quem me encontro sempre prometem, mas não ligam.
- Você já encontrou com outros.
- Claro! Maria, Rosa, Luiz… Acho que todo o meu grupinho, que, terminando o colégio, parece que deixamos de ser amigos. Nenhum nunca mais deu notícia, fiquei insistindo para reencontrarmos, mas todos dizem que estão muito ocupados e não poderão ir.
- Naquele tempo não tinha muitos amigos, alguns apenas falavam comigo só para que eu pudesse ajudá-los. Não sinto a falta daqueles tempos.
- Eu sinto. Quando entrei na faculdade, quando comecei a trabalhar, bateu uma saudade enorme. Por isso quando vejo alguém, peço logo para marcarmos um encontro. Aqueles tempos, para mim, foram especiais.
Apesar de o almoço ter chegado, o papo não encerrou. Os dois ficaram aproveitando cada minuto para contar as coisas boas e más daquele tempo, aproveitaram também para contar o que tinham feito nesse período de “separação”. Após tanta conversa, descobriram tantas coisas em comum que, durante o tempo de escola, poderiam ter sido grandes amigos.
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